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O meio campo!

16/05/2012
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O meio campo encarnado é um mar de jogadores e de soluções que muitas vezes provaram ser insuficientes por teimosia do treinador. A insistência até à exaustão na participação de alguns jogadores provou, mais uma vez ser a pior escolha.

Dos jogadores que se destacaram, realço os seguintes:

Witsel – Mostrou ser a grande contratação do ano. Seguro a defender, muito bom a atacar, segura a bola e tem a noção do jogo. Quero muito que fique cá mais uns anos. Jogadores destes fazem a diferença num campeonato e/ou numa competição europeia, quer pelo sentido posicional do futebol, quer pela magia que conseguem colocar dentro de campo. Foi levado a uma situação de cansaço extremo pela insistência de JJ. Se faltava o Javi, era ele quem jogava. Faltava o Maxi, era ele quem jogava. Faltava o Bruno César à direita, era ele quem jogava. Faltava Aimar… Adivinharam…

Javi – A par de Maxi, é para mim uma das estrelas da companhia, mais pela certeza das exibições e pela garra e amor que tem à camisola. Javi é daqueles que sentem a camisola e que provam que o amor à camisola vai muito além das fronteiras.

Matic – O sérvio é uma melancia. Sabe jogar à bola, mas não é trinco. É mais um suplente do Witsel do que do Javi. É bom a passar, bom a jogar de cabeça levantada, mas não é jogador de choque, de desgaste e de destruição. Se houver propostas, pode ir à vida. Temos cá o Simão e o Carlos Martins e outros que podem bem fazer parte do plantel. E até são mais baratos.

Aimar – Aimar é Deus. E de Deus não se fala.

Nolito – Um médio que marca 11 golos e que nem sempre foi titular não precisa de grandes apresentações. Tem o futebol do barça nos pés e a garra de artista na cabeça. É fução e lutador. Fica e não quero ouvir mais nada.

Bruno César – O gordo (que nem é gordo) não é extremo, é muito bom jogador e marca golos! Começou mal por nem sequer ter vestido a camisola e já querer levantar voo para outros campeonatos. Descobriu (?) que o Benfica é de outro campeonato. Fica!

Gaitan – Que dizer de outro pequeno genial argentino que joga à bola que se farta, mas é só quando lhe apetece? É capaz de ser a estrela da equipa e capaz de se eclipsar do jogo sem fazer saudades. É uma das pérolas que podemos vender, a mim deixa saudade, mas os milhões da sua venda fazem mais falta do que das birrices…

Do meio-campo, reza a história que, é ali que se ganham os jogos. Nós temos 7 bons jogadores para um meio campo de 4 elementos. Isso é pouco. Muito pouco. Dos 50 jogos que fizemos, cerca de 4500 minutos, são pelo menos 18.000 minutos de médios por época. em média são 2500 minutos por ano por cada um desses jogadores. Cerca de 43 horas a correr a transportar bola. Pode ser pouco, mas em alta competição é muito e se não houver descanso entre partidas, o cansaço acumula. E é por aqui que se perdem campeonatos. Especialmente numa equipa orientada pelo JJ, onde o transporte de bola é feito pelos extremos. E passar 43 horas a fazer piscinas destrói qualquer equipa.

Tivessemos nós aproveitado os jovens Ruben Pinto e David Simão, dividido o esforço entre todos e se calhar o marquês até podia ser nosso!

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