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Coisas esquisitas

04/07/2012
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A nomeação do desdentado proença para as finais de duas das 3 maiores competições de futebol a nível mundial, deveria ter um efeito positivo na arbitragem portuguesa e um motivo de orgulho para um país.

Um árbitro é um juiz, que toma decisões, baseadas em regras definidas e no bom senso que um desporto de alta competição e que arrasta multidões (logo cheio de emoção) causa. Neste sentido, toda uma nação, tendo em conta que a sua equipa (da federação, mas que se confunde com a nação) não conseguiu o acesso ao final da prova, a responsabilidade de garantir a isenção e igualdade de direitos entre participantes e garantir que no fim, para além de não ter sido parte interveniente, a isenção, que o melhor em campo tenha ganho e que o desporto, espectáculo e “fair play” sejam privilegiados.

E aqui começa a história. Do mesmo modo que o juiz tem o dever de garantir a igualdade entre participantes, também tem o poder de decidir em prol de quem ele mais gostar (ou pagar, seja em dinheiro seja em géneros…). No futebol português, desde há muitos anos que os árbitros estão debaixo de fogo cerrado. Pelas minhas contas, a coisa ronda 30 anos. 30 anos de lodo, suspeita e muitas histórias para contar. 30 anos de poder papal, instalado junto à etar do freixo.

As recentes declarações do desdentado, tem um fundo de razão. Muitas vezes é mais fácil culpar o juiz pela decisão do que assumir a culpa própria. Mas demasiadas vezes, os erros e decisões, suportadas em escutas ignoradas pela verdadeira (ou que se devia assumir como tal) justiça, branqueiam a verdade desportiva e acima de tudo as ilusões e todas as garantias de um estado de direito.

Ninguém neste país acha que os árbitros são sérios. Nem os próprios, sendo que estes são os primeiros a vender a sua alma a troco de uma peça de fruta ou de um bolo monetário que lhes melhore os parcos rendimentos. Que há gente séria na arbitragem, não duvido, mas esses nunca hão de sair dos distritais, porque há uma pirâmide a alimentar, baseada nos sentimentos e emoções do povo.

Que o desdentado tem alguma razão, não lha tiro. Que esta época o caldo já está entornado, baseado na decisão de uma UEFA cada vez mais virada para o “show off” e com decisões tendenciosas, sempre com o lucro e com as audiências na mira, esquecendo a essência do desporto, isso já eu sei. Que o pior não é serem todos corruptos, o pior é mesmo não terem vergonha na cara, isso também eu sei. Quanto tempo mais isso vai durar é que eu não sei, mas no dia em que houver revolução, dos muitos que irão arvorar o facho da estupidez, o desdentado estará na linha da frente. Já se continua a ter apoio da instituição papal é que não sei. Até porque os ratos são os primeiros a abandonar o barco.

Quanto a nós, ou mantemos a postura da casa roubada trancas à porta e continuamos a confiar numa justiça que de cega tem pouco, ou então partimos para a batalha, sem medo do que pode acontecer, até porque eu prefiro jogar num campeonato sério do que numa pocilga onde não sei nem gosto de nadar. E a outra coisa que me revolta é haver um bando de inúteis que vivem à sombra de um polvo oculto, onde mexem na minha carteira e mais importante do que isso, nos meus sentimentos. E não há nada mais sagrado do que aquilo que eu sinto…

 

 

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